A celebração dos dois anos da Casa das Culturas de Santos, realizada no último sábado (25), em Vila Nova, reafirmou o espaço como um pilar de encontro, memória e produção cultural na Baixada Santista. Com uma programação diversa, o evento reuniu artistas, coletivos e autoridades em uma tarde marcada pela poesia, pela música, cultura popular e por um forte senso de pertencimento.
Representando a força do samba de raiz, o Clube de Bambas teve participação ativa na construção desse momento. O grupo Batuqueiros Bambas da Baixada Santista protagonizou uma apresentação potente, acompanhado de convidados especiais, com destaque para as "tias" do coletivo Baiana Boa da Baixada Santista, proporcionando ao público uma experiência musical carregada de identidade e tradição.

Um dos pontos altos da celebração foi o discurso das autoridades, que destacaram o papel dos coletivos na consolidação da Casa como um equipamento vivo. Nesse cenário, o Clube de Bambas foi citado como referência. Seu presidente e fundador, Giba do Sapatinho, foi convidado a compor a mesa institucional ao lado do secretário de Comunidade, Marcos Ramos — gesto que simboliza o reconhecimento da trajetória do coletivo e sua contribuição para a cultura regional.

A programação também contou com a exposição “Onde vibra a natureza”, da artista Camis Bom Saver, que ocupou o espaço com sensibilidade estética e ampliou o diálogo entre diferentes linguagens. A condução do evento ficou a cargo do mestre de cerimônias Jorge Fernandes, que garantiu a conexão e o ritmo entre as atrações.

Encerrando a festividade, uma roda de samba uniu artistas e público em um ambiente de celebração coletiva. Durante o evento, foram anunciadas novidades para o futuro da unidade, como a criação de um espaço dedicado ao poeta santista Martins Fontes e a implantação de uma galeria de arte. Tais iniciativas reforçam o compromisso da Casa com a valorização da memória e o fomento à produção artística local.
Mais do que uma efeméride, o evento consolidou a Casa das Culturas como um território de resistência e articulação. Para o Clube de Bambas, fica o orgulho de integrar essa história e a certeza de que o trabalho segue, com ainda mais vigor, para os próximos capítulos.
